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sábado, 14 de abril de 2012

A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE- INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DO GÊNERO TEXTUAL CRÔNICA

A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO

Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragõesda- independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo.
Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportálo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr.
Epaminondas abanou a cabeça:
— Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia.

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985. p. 24.)

ESTUDO DO TEXTO (atividade oral)

I - TEXTO
“A incapacidade de ser verdadeiro”
Leitura silenciosa
Leitura em voz alta (aluno)
Trabalhando o texto com os alunos – discutindo:

II - PERSONAGENS

Personagens reais:
Paulo, mãe (Dona Coló), Siá Elpídia, médico Dr. Epaminondas.

 Personagens imaginárias:
 Dois dragões-da-indepndência

III – Enredo

1 – Qual a fama de Paulo?
2 – Qual foi a primeira “mentira” de Paulo?
3 – A mãe acreditou? O que ela fez?
4 – Com esse castigo Paulo parou de “mentir”? O que ele fez
5 – Que punição a mãe de Paulo adotou desta vez?
6 – Paulo parou com suas peripécias? Qual foi a última proeza de nossa personagem?
7 – A mãe do menino tomou uma decisão. Qual?
8 – O que o Dr. Epaminondas diagnosticou ao garoto?
9 – Você concorda com o Dr. Epaminondas, ou acha que Paulo era mentiroso?

Na verdade Paulo era poeta, por isso ele imaginava e fazia essa mistura de sonho e realidade, criava um mundo imaginário.

IV – Tempo
10 - O texto faz referência ao tempo?
▪ Um dia ⁄ semana seguinte⁄ quinze dias

V – Espaço
11 - Que lugares aparecem no texto?
▪ Casa, campo, pátio da escola, chácara de Siá Elpídia, consultório.

VI – Autor

12 - Você já ouviu falar de Carlos Drummond de Andrade?  Pesquise sua biografia.
13 – E aqui nessa sala tem algum poeta?
14 - Gostou do texto?
15 – Entendeu o texto? Alguma pergunta? Então, quantas histórias Paulo contou a sua mãe?

COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO (atividades escrita)

1. No texto, todos achavam que Paulo era mentiroso.
a) Por que ele tinha essa fama?
b) Será que não existe lógica no pensamento de Paulo? Vejamos: se os dragões – da- independência têm esse nome, por que não podem emitir fogo? Se a lua parece um queijo, por que um pedaço dela não teria sabor de queijo? Todas as borboletas do mundo, unidas, não formariam um “tapete de borboletas”?
Você acha que Paulo mentia quando falava essas coisas ou buscava um significado diferente para cada uma delas?
c) Qual é, então, a diferença entre ser mentiroso e ser “um caso de poesia”?

2. O título do texto  é “A incapacidade de ser verdadeiro”.
a) A quem ele se refere?
b) Qual a razão dessa incapacidade?

3. Qual dos itens seguintes não deve ser considerado uma das conclusões que podemos extrair do do texto?
a) A poesia possibilita às pessoas desprender-se da realidade, viajar por meio da palavra.
b) Os dois garotos sentem vergonha por se descobrirem poetas.
c) O texto trata do nascimento de um poeta, embora Paulo ainda não tenha consciência disso.
d) A poesia é associada pelas pessoas a maluquices, a ideias esquisitas.





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O PRIMEIRO PÊLO DE MÁRIO DONATO - INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DO GÊNERO TEXTUAL CRÔNICA

O PRIMEIRO PÊLO

 Elias, aquele pedacinho de gente, com a cara mais atrevida deste mundo, plantou-se diante do pai, que lia o jornal.
- Pai, eu já sou um homem!
Como o pai não desse sinal de ter ouvido, repetiu:
- Pai, eu já sou um homem!
- Você sempre foi, meu filho. Desde que nasceu – respondeu, afinal o pai.
- Isso eu sei. Quero dizer, agora já sou grande.
- Não me parece que você tenha crescido muito de ontem para hoje ... – disse o pai, olhando o garoto de alto a baixo.
- É que eu sou ... eu sou ...
- Já sei. Você quer dizer que se tornou adulto.
- É, é isso mesmo.
- E por que o senhor meu filho acha que se tornou adulto de ontem para hoje?
- O senhor está vendo aqui? – E apontava um pontinho preto no queixo. – Está vendo?
- Não vejo nada. Venha mais perto. Ahnn! Será que estou vendo um pelinho aí?
- É o meu fio de barba, pai. Eu já sou um homem.
- Ora, meu filho! É apenas um fio, e um fio não faz uma barba toda. Aliás, lembra-se de sua avó, minha mãe? A vovó tinha uma verruguinha no queixo e três fios de barba. Veja bem: três fios. Nem por isso ela dizia que era homem!
- Mas eu já sou um adul... Isso que o senhor disse. Por isso, preciso de aumento de mesada, quero chegar tarde em casa e levar a chave da porta.
- É uma pena, é uma pena ... lamentou o pai, balançando a cabeça.
- Pena porque ia dar-lhe um presente agora que você completa doze anos. Mas ... Preciso mudar de presente.
- Mudar, pai?
- Claro, quando você era menino, ia ganhar uma bicicleta dessas que você sempre quis. Mas, sendo um homem, vou dar a você um aparelho de barba.
O garoto apoiou-se num pé, depois no outro, profundamente pensativo. Ah! Ia perder aquela sonhada bicicleta! Resolveu:
- Pai, vamos fazer uma coisa. Eu deixo pra ficar homem mais tarde e o senhor me dá a bicicleta, certo?
- Certo – concordou o pai. – E peça à sua mãe para tirar esse pelinho daí com uma pinça. Não fica bem um menino com barba de homem.

                                                                                                                                                             Mário Donato

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO

1) O texto conta uma conversa entre duas pessoas. Quais são elas?

2) Para afirmar que já é um homem, Elias dirige-se ao pai com segurança, com humildade ou com medo? Justifique com citações do texto.

3) Ao responder que o filho era homem desde que nasceu, o pai referia-se ao aspecto físico, psicológico ou social?

4) Por que Elias achava que já era adulto?

5) O fato de ser adulto, segundo Elias, dava-lhe alguns direitos. Quais?

6) Por que Elias resolveu “deixar para ficar homem mais tarde”?

7) Elias achava que já era adulto porque tinha nascido um pelinho de barba. E para você, o que é ser adulto?

8) O que você pensa do procedimento de Elias? Você concorda? Se você fosse Elias, teria agido do mesmo jeito?

9) O que você pensa dos adultos? O que eles fazem que lhe agrada? O que eles fazem que não lhe agrada?

10) Você tem vontade de ser adulto? Por quê?


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A VELHA CONTRABANDISTA DE STANISLAW PONTE PRETA - INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DO GÊNERO TEXTUAL CRÔNICA

A velha contrabandista




Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou-a parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.
- Juro – respondeu o fiscal.
- É lambreta.

(Stanislaw Ponte Preta)


Entendendo o texto

1.       Identifique no texto os seguintes elementos da narrativa:

a)      Personagens;
b)      Espaço em que se passa a ação; Onde se passa a história?
c)       Tempo em que a ação se passa;
d)      Ações ⁄enredo;
e)      Narrador.

2.        Que tipo de narrador você reconhece nessa crônica?

(   ) narrador –personagem;
(   ) narrador neutro, observador;
(   ) narrador intruso.

3.       Que palavras empregadas na crônica “A velha contrabandista” comprovam sua resposta a questão anterior?

4.       A velhinha passava montada na lambreta.
a)      Por onde?
b)      Quando?
c)       Como?

5.       Na primeira vez que o fiscal examinou o saco que a velhinha levava e viu que era areia, ele ficou encabulado, sem graça. Por quê? (Marque a resposta correta).

 (    )  Porque ficou sem graça de desconfiar de uma velhinha;
 (    ) Porque encontrou contrabando dentro do saco de areia que a velhinha carregava.
 (    ) Porque a velhinha ficou brava por ele Ter desconfiado dela;
 (    )  Ele ficou sem graça, pois pensou que certamente iria encontrar algum contrabando dentro do saco.

6.       Os funcionários da alfândega eram profundos conhecedores de contrabando.
Que frase do texto contém essa informação?

7.       O que o narrador quis dizer com “tudo malandro velho”? (Marque a única opção correta.)

(    )  Que os fiscais já eram idosos;
(    )   Que qualquer um podia passar os fiscais pra trás;
(    )  Que os fiscais eram malandros e não trabalhavam direito;
(    )  Que os fiscais da alfândega eram muito espertos e experientes e que ninguém os enganava, porque conheciam os truques empregados pelos contrabandistas.


8.       O texto diz que as personagens fazem um acordo.

a)      Qual foi o acordo proposto pelo fiscal?
b)       Qual foi a condição que a velhinha impôs para contar ao fiscal o que ela contrabandeava?



9.       O pessoal da alfândega achou normal o fato de a velhinha passar todo dia montada na lambreta, com um saco atrás das costas?

(   ) sim                                                                                                                       (   ) não

10.   Um dia, o fiscal mandou a velhinha parar porque:

(   ) queria conversar com ela.
(   ) queria verificar o que havia dentro do saco.



11.   Ao verificar o que continha no saco, o fiscal deu-se por satisfeito.

(   ) sim                                                                                                                       (   ) não

12.   Mesmo sabendo que havia areia no saco, há uma dúvida ainda no fiscal. Qual?

13.   Para desfazer a dúvida, o que faz o fiscal?


14.   Embora tivesse parado a velhinha durante um mês para verificar se havia na verdade areia no saco, o fiscal continuou desconfiando da velhinha.
Que frase do texto comprova a afirmação acima.

15.   O fiscal não acreditou na palavra da velhinha e pediu que ela mostrasse o que havia dentro do saco.
Que frase do texto contém essa informação?

16.   Para descobrir o mistério da velhinha, qual o recurso utilizado pelo fiscal?

(   ) premiar a velhinha.
(   ) colocar a camaradagem acima do cumprimento do dever.
(   ) colocar o dever acima de tudo.

17.   Se você fosse o fiscal,teria percebido qual o contrabando? De que forma?

18.   Qual era, afinal, o truque que ela usava para enganar os fiscais da alfândega?

19.    Se o contrabando que a velhinha fazia era de lambreta, por que motivo ela transportava, todos os dias, um saco de areia?


20.   Leia novamente o 4º parágrafo do texto e responda:
Quando o narrador citou os dentes que “ela adquirira no odontólogo”, a que tipo de dentes ele se referia?

21.   Numere corretamente as frases abaixo, observando a ordem dos acontecimentos.


( ) O fiscal verificou que só havia areia dentro do saco.
( ) O pessoal da alfândega começou a desconfiar da velhinha.
( ) Diante da promessa do fiscal, ela lhe contou a verdade: era contrabando de lambretas.
( ) Todo dia, a velhinha passava pela fronteira montada numa lambreta, com um saco no bagageiro.
( ) Mas, desconfiado, o fiscal passou a revistar a velhinha todos os dias.
( ) Durante um mês, o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
( ) Então, ele prometeu que não contaria nada a ninguém, mas pediu à velhinha que lhe dissesse qual era o contrabando que fazia.

22.   O que você achou do texto?

23.   . Você concorda com a esperteza da velhinha? Justifique sua resposta.



Linguagem empregada no texto


24.   A linguagem que usamos no dia-a-dia e nas conversas com amigos e familiares recebe o nome de linguagem informal. No texto, esse tipo de linguagem aparece em vários trechos. Por exemplo: “O pessoal da alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha”.

25.   A palavra “espaia” está entre aspas porque:

(   ) o autor quis destacá-la.
(   ) é uma forma da linguagem popular.

26.   A construção: “ o fiscal da Alfândega mandou ela parar” é típica da linguagem coloquial. Reescreva-a utilizando o padrão culto de linguagem.






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INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DO GÊNERO TEXTUAL FÁBULA

I - Gênero textual: Fábula

A fábula é um texto narrativo em que os personagens geralmente são animais e que traz uma lição de moral. Esse gênero textual se divide em duas partes: a história em si, em que os personagens são animais, homens, etc., e a moral, que afirma o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer.


O CARACOL E A PITANGA

Há dois dias o caracol galgava lentamente o tronco da pitangueira, subindo e parando e subindo. Quarenta e oito horas de esforço tranquilo, de caminhar quase filosófico. De repente, enquanto ele fazia mais um movimento para avançar, desceu pelo tronco, apressadamente, no seu passo fustigado e ágil, uma formiga-maluca, dessas que vão e vêm mais rápidas que coelho de desenho animado. Parou um instantinho, olhou zombateira o caracol e disse: “Volta, volta, velho! Que é que você vai fazer lá em cima? Não é tempo de pitanga.” “Vou indo, vou indo.” –“Quando chegar lá em cima vai ser tempo de pitanga.”
(Texto retirado do livro Fábulas Fabulosas – Editora Nórdica LTDA.)

ENTENDENDO O TEXTO

1)       Quem são os personagens dessa história?

2)       Diga quem é o protagonista e o antagonista?

3)       A formiga-maluca é descrita de que maneira?

4)       O caracol é descrito de que maneira?


5)       A formiga, quando mandou o caracol voltar, teve qual intenção?

A)      (    ) ser amável e fazer um favor ao caracol.
B)       (    ) ser sincera, apesar de ser maluca.
C)       (    ) ser irônica, ridicularizando a lerdeza do caracol.
D)      (    ) ser a primeira lá em baixo.
E)       (    ) n.d.a.

6)       Qual é o provérbio que melhor resume a história?

a)       (    ) Segues a formiga se quiseres viver sem fadiga.
b)       (    )Com bom sol se estende o caracol.
c)        (    )A fruta proibida é a mais gostosa.
d)       (    ) Caminho começado é meio caminho andado.
e)       (    ) N.D.A.



II - Gênero textual: Fábula

A fábula é um texto narrativo em que os personagens geralmente são animais e que traz uma lição de moral. Esse gênero textual se divide em duas partes: a história em si, em que os personagens são animais, homens, etc., e a moral, que afirma o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer.


A RAPOSA E O CORVO

O corvo conseguiu arranjar um pedaço de queijo em algum lugar. Saiu voando, com o queijo no bico, até pousar numa árvore.
Quando viu o queijo, a raposa resolveu se apoderar dele. Chegou ao pé da árvore e começou a bajular o corvo:
— Ó senhor corvo! O senhor é certamente o mais belo dos animais! Se souber cantar tão bem quanto a sua plumagem linda, não haverá ave que possa se comparar ao senhor.
Acreditando nos elogios, o corvo pôs-se imediatamente a cantar para mostrar sua linda voz. Mas, ao abrir o bico, deixou cair o queijo.
Mais que depressa, a raposa abocanhou o queijo e foi embora.

Leitura e interpretação

1 - Quem são os personagens?

2 – Como se comportam?

3 – Onde vivem?

4 – Que comportamento humano está sendo criticado nessa fábula?
(   ) vaidade;     (  ) orgulho;   (   ) esperteza;   (   ) humildade.


5 – Qual dos provérbios a seguir melhor expressa a moral da fábula?
(   ) Quem ama o feio bonito lhe parece.
(   ) O operário incompetente  bota culpa na ferramenta.
(   ) A vingança tarda, mas não falha.
(   ) Mais cuidado com a língua do bajulador, que com a arma do perseguidor.


6 – Comente a moral da fábula.


III - Gênero textual: Fábula
A fábula é um texto narrativo em que os personagens geralmente são animais e que traz uma lição de moral. Esse gênero textual se divide em duas partes: a história em si, em que os personagens são animais, homens, etc., e a moral, que afirma o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer.


O LOBO E O CORDEIRO

Certa vez, um lobo estava bebendo água num riacho. Um cordeirinho chegou e também começou a beber, um pouco mais para baixo.
O lobo arreganhou os dentes e disse ao cordeiro:
- Como é que você tem a ousadia de vir sujar a água que estou bebendo?
- Como sujar? – respondeu o cordeiro – A água corre daí para cá, logo eu não posso estar sujando sua água.
- Não me responda! – tornou furioso. –Pois sei que você estragou o meu pasto – replicou o lobo sem perder o rebolado.
- Como é que posso ter estragado seu pasto, se nem dentes eu tenho? – respondeu o humilde cordeiro.
- Além disso – rosnou o lobo – fiquei sabendo que você andou falando mal de mim há um ano.
- Como poderia falar mal do senhor há um ano, se sequer completei um ano?
O lobo, não tendo mais como culpar o cordeiro, usou sua razão de animal esfomeado e não disse mais nada: pulou sobre o pescoço do pobre animalzinho e o devorou.

Moral da história: Contra a força não há argumentos.


Construindo o sentido do texto

1) Na fábula lida, que personagem representa:
a fragilidade física, a mansidão? 
a força física? 
a inteligência? 
a brutalidade? 
a capacidade de raciocinar e argumentar logicamente? 
o comportamento de quem se sente “dono do mundo”? 
a humanidade? 
a arrogância?
a mentira e a injustiça? 



IV - Gênero textual: Fábula

A fábula é um texto narrativo em que os personagens geralmente são animais e que traz uma lição de moral. Esse gênero textual se divide em duas partes: a história em si, em que os personagens são animais, homens, etc., e a moral, que afirma o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer.


A GALINHA DOS OVOS DE OURO

        João Impaciente descobriu no quintal uma galinha que punha ovos de ouro. Mas um por semana, apenas. Louco de alegria, disse à mulher:

        — Estamos ricos! Esta galinha traz um tesouro no ovário. Mato-a e fico o mandão aqui da vizinhança. Aproveito também e vou passear no Uruguai.

       — Por que matá-la, se conservando-a você obtém um ovo de ouro de sete em sete dias?

       — Não fosse eu João Impaciente! Quer que me satisfaça com um ovo por semana quando posso conseguir a ninhada inteira num momento?

       E matou a galinha.

        Dentro dela só havia tripas, como nas galinhas comuns, e João Impaciente, continuou na pobreza, morrendo sem vintém.



Moral da história: Quem não sabe esperar, pobre há de acabar.

                                                                                                      Autor:  Monteiro Lobato


INTERPRETAÇÃO DO TEXTO

1.  Quem são os personagens? 
2.  Como agem na história? 
3.  A grande descoberta de João Impaciente foi uma galinha com ovos de ouro. Na sua opinião, o que representa esses “ovos de ouro” na história?
4.  João Impaciente, com sua atitude demonstrou ser:


(   ) impaciente, calmo, ganancioso

(   ) agressivo, paciente, bondoso

(   ) impaciente, agressivo, ganancioso


VIVÊNCIA

5. Ser impaciente, muitas vezes, provoca sérias consequências. Como você agiria no lugar de João? Justifique a sua resposta. 


ESTUDOS GRAMATICAIS

6.  Quantos parágrafos há no texto? ______ Numere-os no texto.
7.  No primeiro parágrafo, encontra-se o antônimo de tristeza. Qual é? ________________.
8.  Faça uma linda ilustração para a fábula que leu.


V - Gênero textual: Fábula

A fábula é um texto narrativo em que os personagens geralmente são animais e que traz uma lição de moral. Esse gênero textual se divide em duas partes: a história em si, em que os personagens são animais, homens, etc., e a moral, que afirma o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer.


O LEÃO E O RATINHO



Ao sair do buraco viu-se um ratinho entre as patas do leão. Estacou, de pelos em pé, paralisado pelo terror. O leão, porém, não lhe fez mal nenhum. 
- Segue em paz, ratinho: não tenhas medo de teu rei. 
Dias depois o leão caiu numa rede. Urrou desesperadamente, debateu-se, mas quanto mais se agitava mais preso no laço ficava. 
Atraído pelos urros, apareceu o ratinho. 
- Amor com amor se paga - disse ele lá consigo e pôs-se a roer as cordas. Num instante conseguiu romper uma das malhas. E como a rede era das tais que rompida a primeira malha as outras se afrouxam, pôde o leão deslindar-se e fugir. 


Moral: Mais vale paciência pequenina do que arrancos de leão. 



(LOBATO, Monteiro. Obra infantil completa. Volume Fábulas. São Paulo: Brasiliense) 



INTERPRETAÇÃO DO TEXTO

1. Quem é o autor deste texto e qual o nome do livro em que foi publicado?

2. Por que o ratinho ficou paralisado pelo terror? 
3. O que aconteceu ao leão, dias depois de ele ter encontrado o ratinho? 
4. Por que o ratinho resolveu ajudar o leão? 
5. Quem são as personagens do texto? 
6. Quem conta a história? O ratinho? O leão? Outro? 
7. Toda fábula possui uma moral da história. Qual é a moral deste texto lido? 
8. Você conhece todas as palavras do texto? Isto impediu você de entendê-lo? 
9. Qual é a pontuação usada quando as personagens falam? 
10. Substitua a palavra grifada na frase a seguir pelo nome do animal correspondente no texto: 

Ele ficou paralisado pelo terror.
11. Dê outro título ao texto.




VI - Gênero textual: Fábula

A fábula é um texto narrativo em que os personagens geralmente são animais e que traz uma lição de moral. Esse gênero textual se divide em duas partes: a história em si, em que os personagens são animais, homens, etc., e a moral, que afirma o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer.

O Leão e o Rato
Um Leão dormia sossegado, quando foi despertado por um Rato, que passou correndo sobre seu rosto. Com um bote ágil ele o pegou, e estava pronto para matá-lo, ao que o Rato suplicou: 


— Ora, se o senhor me poupasse, tenho certeza que um dia poderia retribuir sua bondade.

Rindo por achar ridícula a ideia, assim mesmo, ele resolveu libertá-lo. 


Aconteceu que, pouco tempo depois, o Leão caiu numa armadilha colocada por caçadores. Preso ao chão, amarrado por fortes cordas, sequer podia mexer-se. 



O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou e roeu as cordas até deixá-lo livre. Então disse: 



— O senhor riu da simples ideia de que eu seria capaz, um dia, de retribuir seu favor. Mas agora sabe que mesmo um pequeno Rato é capaz de fazer um favor a um poderoso Leão. 




Moral da História: Nenhum ato gentileza é coisa vã. Não podemos julgar a importância de um favor, pela aparência do benfeitor.

Autor: Esopo

PENSAR E CONVERSAR

1.       Para você, o que o leão, após ser libertado, poderia ter dito para o ratinho. Expresse as suas ideias por escrito.

2.    O ratinho praticou uma boa ação? Conte (por escrito) uma boa ação praticada por você.

VII - Gênero textual: Fábula
A fábula é um texto narrativo em que os personagens geralmente são animais e que traz uma lição de moral. Esse gênero textual se divide em duas partes: a história em si, em que os personagens são animais, homens, etc., e a moral, que afirma o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer.


O jabuti e a onça

Certa vez, o jabuti pegou a sua gaita e tocou assim:
___O osso da onça é a minha gaita ih,ih,ih,...
A onça, que passava por perto, ficou irritada e correu para pegá-lo.Mas o jabuti meteu-se num buraco adentro e a onça só conseguiu agarrar-lhe a perna.
O jabuti deu uma risada e disse:
___Pensa que agarrou minha perna? Agarrou uma raiz de pau!
A onça largou então a perna do jabuti, que deu uma segunda risada:
___Ora, dona onça, de fato você agora soltou a minha perna.
A grande tola, ao saber disto, ficou furiosa e durante muito tempo esperou o jabuti sair. Mas o jabuti, que era muito paciente, foi ficando, foi fiando, até a onça desistir e ir embora.


MORAL: A inteligência vence a força.


Autor: Sìlvio Romero


INTERPRETAÇÃO DE TEXTO


1) Entendendo o texto:
a) Onde se escondeu o jabuti, para fugir da onça?
b) Qual o animal mais esperto da história? Justifique.
c) Por quanto tempo a onça esperou que o jabuti saísse do buraco?
d) Quem são os personagens da história?
e) Qual a moral da fábula?


2) A ideia central do texto é:
(   ) Um jabuti deixou uma onça furiosa, mas conseguiu enganá-la e livrar-se dela.
(   ) Uma onça esperou muito tempo que um jabuti saísse de um buraco.


3) Relacione as palavras abaixo, de acordo com o sentido:
Irritado                                                               soltar
Largar                                                                 bobo
Tolo                                                                  zangado
Desistiu                                                            desanimou


4)  Na fábula lida, que personagem é:
Paciente                                                           
Tola 
Esperto 
Irritada
Furiosa 

5) Substitua as palavras grifadas por um sinônimo:
a) A onça largou o jabuti e ficou irritada
b) A onça largou então a perna do jabuti, que deu uma segunda risada:





VIII - Gênero textual: Fábula


A fábula é um texto narrativo em que os personagens geralmente são animais e que traz uma lição de moral. Esse gênero textual se divide em duas partes: a história em si, em que os personagens são animais, homens, etc., e a moral, que afirma o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer.


O VELHO BURRINHO


Certa vez, uns homens tinham de fazer uma longa viagem e havia muita carga para ser levada pelos burros. Resolveram, então, deixar que cada burro escolhesse o que queria carregar. O mais velho dos burros, que foi o primeiro a escolher, decidiu carregar o balaio maior, o mais pesado de todos, aquele que levava a comida dos homens. Os outros burros caíram na risada: Mas que burro! Quanto mais velho, mais burro... E lá se foi o burrinho velho com todo aquele peso às costas e, ainda por cima, ouvindo a gozação dos companheiros. Mas, à medida que a viagem seguia, a cada parada os homens serviam-se da comida do balaio do velho burro. Assim, em poucos dias, andava ele muito feliz e folgado, com seu balaio quase vazio. Enquanto isso, os outros burros ainda suavam com o peso de suas cargas, que não tinham diminuído nem um pouquinho!
                                                                                                                         Pedro Bandeira

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

1. Leia o texto e responda:



a. No início da viagem, os burros mais novos fizeram gozação com o mais velho. Por quê?
b. Quem levou a melhor no final da viagem? Explique.
c. O que você acha que este texto pode ensinar para as pessoas?


2. Separe as sílabas e classifique as palavras em monossílabas, dissílabas, trissílabas ou polissílabas:


a. homens:
b. pássaro:
c. comida:
d. primeiro:
d. velho:


3. Acentue corretamente:

lampada, cafe, palacio, parabens, agua ,açucar, ambulancia, tambem.


IX - Gênero textual: Fábula

A fábula é um texto narrativo em que os personagens geralmente são animais e que traz uma lição de moral. Esse gênero textual se divide em duas partes: a história em si, em que os personagens são animais, homens, etc., e a moral, que afirma o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer.


A CORUJA E A ÁGUIA

Coruja e águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
— Basta de guerra — disse a coruja.
—O mundo é tão grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
— Perfeitamente — respondeu a águia.
— Também eu não quero outra coisa.
— Nesse caso combinemos isto: de ora em diante não comerás nunca os meus filhotes.
— Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
— Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
— Está feito! — concluiu a águia.
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três mostrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
— Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja.
E comeu-os.
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca, a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves.
— Quê? — disse esta, admirada. Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha, não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste...

Moral da história: Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Lá diz o ditado: quem o feio ama, bonito lhe parece.

Autor: Monteiro Lobato


INTERPRETAÇÃO DE TEXTO



1.      1.  Quem são os personagens principais?

2.   2.   Como você estudou, a fábula se divide em duas partes. Quais são elas?

3.   3.     Como a coruja descreveu seus filhos?

4.   4.    Por que a águia não reconheceu os filhotes da coruja?

5.   5.    Segundo a moral da história, há uma diferença no modo de as pessoas perceberem as outras. Explique.

6.    6.  Transcreva uma fala de cada personagem do texto:


X - Gênero textual: Fábula

A fábula é um texto narrativo em que os personagens geralmente são animais e que traz uma lição de moral. Esse gênero textual se divide em duas partes: a história em si, em que os personagens são animais, homens, etc., e a moral, que afirma o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer.

A lebre e a tartaruga
A lebre vivia a se gabar de que era o mais veloz de todos os animais. Até o dia em que encontrou a tartaruga. 
– Eu tenho certeza de que, se apostarmos uma corrida, serei a vencedora – desafiou a tartaruga.

A lebre caiu na gargalhada. 
– Uma corrida? Eu e você? Essa é boa!

– Por acaso você está com medo de perder? – perguntou a tartaruga. 
– É mais fácil um leão cacarejar do que eu perder uma corrida para você – respondeu a lebre.
No dia seguinte a raposa foi escolhida para ser a juíza da prova. Bastou dar o sinal da largada para a lebre disparar na frente a toda velocidade. A tartaruga não se abalou e continuou na disputa. A lebre estava tão certa da vitória que resolveu tirar uma soneca.
"Se aquela molenga passar na minha frente, é só correr um pouco que eu a ultrapasso" – pensou.
A lebre dormiu tanto que não percebeu quando a tartaruga, em sua marcha vagarosa e constante, passou. Quando acordou, continuou a correr com ares de vencedora. Mas, para sua surpresa, a tartaruga, que não descansara um só minuto, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.
Desse dia em diante, a lebre tornou-se o alvo das chacotas da floresta. 
Quando dizia que era o animal mais veloz, todos lembravam-na de uma certa tartaruga...


Moral da história: Quem segue devagar e com constância sempre chega na frente.

Autor: Esopo. Do livro: Fábulas de Esopo - Editora Scipione.

Entendendo o texto

1.       Quem são as personagens dessa história?

2.       Diga quem é a protagonista e a antagonista?

3.       A personagem principal é descrita de que maneira?

4.       E a antagonista?

5.       Quem conta a história?

6.       Você consegue identificar o narrador dessa fábula?

7.       Quem é o autor desse texto e qual o nome do livro em que foi publicado?

8.       Qual é a pontuação usada quando as personagens falam?

9.       Como você estudou, a fábula se divide em duas partes. Quais são elas?

10.   Qual a moral da fábula?





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