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segunda-feira, 31 de julho de 2017

A.I. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - RESENHA

A.I. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Celso Sabadin

É inegável: as pessoas podem gostar ou não gostar, mas assistir à Inteligência Artificial é uma experiência única e diferenciada no cinema. Não raramente o espectador se pergunta: onde é que Steven Spielberg vai chegar? O que foi
que Stanley Kubrik pretendeu fazer? As respostas não virão facilmente. Após quase duas horas e meia de projeção, o espectador será brindado com, pelo menos, uma certeza: a de que viu um filme incomum. Um raro roteiro que não se prende às fórmulas desgastadas que dominam a produção norte-americana.
Dizer que Inteligência Artificial é sobre um garoto-robô que deseja ser um menino de verdade é pouco. Muitíssimo pouco. O filme é um caldeirão de referências que mistura de Bela Adormecida a Blade Runner. E que não teme passar do drama à ficção, ao romance à aventura e de volta à ficção com impressionante desenvoltura. [...]
Sim, o filme é sobre um garoto-robô que deseja ser um menino de verdade. Tudo se situa num futuro não definido, onde o Professor Hobby (William Hurt) expõe todo o seu descontentamento sobre o atual estágio de desenvolvimento dos robôs, criaturas muito parecidas com os humanos - fisicamente - mas incapazes de expressar sentimentos. A ideia revolucionária de Hobby seria criar o primeiro robô criança da história, um pequeno androide programado para fazer parte de uma família e, consequentemente, para amar e ser amado. [...]
A discussão sobre a tecnologia, a ética da robótica, os problemas de adaptação, a crise existencial de um menino androide que se identifica com a história de Pinóquio, a crise do casal que o adotou, tudo isso é apenas o começo do filme. A pontinha de um iceberg cinematográfico que revelará cada vez mais surpresas.
Inteligência Artificial tem o incrível poder de se renovar a cada cena, de surpreender o mais atento dos cinéfilos que acha que já viu tudo sobre o tema. Quando o espectador se prepara para a ficção científica, o filme vira um drama.
Quando o drama se aprofunda, ele se transforma numa estonteante aventura. E quando o desfecho parece próximo, o roteiro dá um salto gigantesco. No tempo, no conteúdo, na emoção. As pessoas saem do cinema atônitas. São perguntas e mais perguntas que ficam perambulando pela mente do espectador durante minutos, horas ou mesmo dias após o término do filme. [...]
            Justamente por ser diferente e imprevisível, criativo e fora dos padrões, o filme não tem feito nas bilheterias norte-americanas o sucesso comercial esperado. Certamente os devoradores de pipoca que lotam as salas daquele país vão precisar de mais dois mil anos de evolução para atingir um estágio de desenvolvimento que permita a compreensão das questões levantadas por Spielberg.
Inteligência Artificial é um filme que dá vontade de ver novamente, assim que se acaba de vê-lo pela primeira vez.  
 
                                                              http://www.cineclick.com.br


ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO DA RESENHA

1.       Você acabou de ler um texto de opinião sobre o filme “Inteligência Artificial”. Volte ao primeiro parágrafo do texto e retire uma opinião sobre o filme.

2.       Qual a crítica ao filme americano no primeiro parágrafo?

3.       Há, no segundo parágrafo, uma opinião expressa por meio de um superlativo. Destaque-o e explique a sua função na frase.

4.       Superficialmente, qual a assunto do filme Inteligência Artificial?

5.       No trecho: “Dizer que Inteligência Artificial é sobre um garoto-robô que deseja ser um menino de verdade é pouco.”, a que se refere o termo destacado?

6.       Qual a função dos parênteses no trecho “(William Hurt)”?

7.       Qual a causa do Professor Hobby ter querido criar um menino-robô? (Terceiro parágrafo.)

8.       A que se refere o termo destacado no trecho: “[...] tudo isso é apenas o começo do filme.”

9.       Qual o sentido dos termos destacados em: “A pontinha de um iceberg cinematográfico que revelará cada vez mais surpresas.”

10.    Por que, segundo o texto (quinto parágrafo), o filme surpreende o mais atento dos cinéfilos?

11.    Qual a causa do filme não ter feito o sucesso comercial esperado nos EUA?

12.    No penúltimo parágrafo, há uma crítica aos espectadores norte-americanos. Explique.

13.    Qual a finalidade do texto?


Resenha – constitui-se em uma exposição reduzida de um conteúdo, como a sinopse e o resumo. A principal diferença entre a resenha e a sinopse é que na primeira o autor se estende, em geral, na argumentação crítica, ampliando o conhecimento sobre o assunto divulgado. Para estrutura-lo, emprega-se a 3º pessoa do singular.






sexta-feira, 28 de julho de 2017

CIDADEZINHA QUALQUER, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Leia o poema abaixo:

Cidadezinha qualquer

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.

Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.


                                  (Carlos Drummond de Andrade)




















1. Qual é o assunto do poema?

2. Quais elementos da cidade descritos pelo eu lírico?

3. O eu poemático demonstra satisfação pela cidade? Justifique com elementos do texto.

4. Observe a segunda estrofe. Apenas o sujeito muda nos versos que a compõem, portanto usa-se o recurso expressivo da repetição. Que efeito de sentido a repetição provoca no texto?

5. Preste atenção no verso "Devagar...as janelas se olham". Explique o que isso quer dizer.

6. Pode-se dizer que o último verso é uma espécie de desabafo. Que recurso expressivos o poeta usa para dar essa impressão?

7. Justifique o título do poema.

8. Com relação à estrutura do poema, podemos afirmar:

a) O poema não apresenta rimas e está dividido em três versos e oito estrofes.
b) Há rimas e divisão em versos; não há estrofes.
c) O poema apresenta rimas e está dividido em três estrofes e oito versos.
d) O poema só se divide em versos.

Leia os textos a seguir:



Cidadezinha cheia de graça

Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...

Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um segundo...
E fica a torre sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!...

Eu que de longe venho perdido
Sem pouso fixo (a triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda a vida pode morar!
Cidadezinha...tão pequenina
Que toda cabe num só olhar...

(Mario Quintana)



A cidadezinha



Era uma vez uma cidadezinha, dessas muito antigas. Pequena, mal tinha umas cinco ruas meio tortas e desencontradas. As casas, nessas ruas, eram quase todas baixinhas. No meio delas uns dois sobrados, o casarão da escola e o outro casarão muito feio, com janelas gradeadas, onde ficava a cadeia.
Mas a graça daquela cidadezinha era a igreja, que a gente até poderia chamar de igrejinha. Ficava no alto do morro, toda branca, de portas azuis, parecia leve, muito linda. Talvez por causa da igrejinha no morro, a cidadezinha ganhou o nome de Morro Lindo. A igrejinha é linda, mas o morro ficou com a fama. E não era dessas igrejas importantes, paredes de pedra, com as torres apontando para o céu. Tinha as paredes muito simples, era quadradinha, com uma torre também quadrada. E bem debaixo do telhado da torre, ficava o sino.

(Rachael de Queiroz. 1992.p.3)



9. Qual a relação entre os seguintes textos:  "Cidadezinha qualquer", "Cidadezinha cheia de graça" e "A cidadezinha"? Resuma, com suas palavras, essa relação entre os textos citados.

10. A respeito do poema, responda:

a) Circule os verbos dele.

b) Esses verbos estão conjugados no tempo:

(   ) presente;
(   ) pretérito;
(   ) futuro.

11. E no modo:

(   ) indicativo;
(   ) subjuntivo;
(   ) imperativo.

12. Explique o que representa para o poema "Cidadezinha qualquer" o tempo ___________________ e o modo______________________.






PRODUÇÃO TEXTUAL (BILHETE)

Quando queremos dizer alguma coisa para alguém que não está perto da gente, o que fazemos? Podemos escrever um bilhete, uma carta, um e-mail, um telegrama, um cartão, um torpedo, Whatsapp...
Um bilhete tem as seguintes partes, como se observa neste que a aluna escreveu para a professora:



Prática de produção de texto
Agora, escreva bilhetes:
a)      Convidando um amigo ou amiga para a sua festa de aniversário (com indicação do dia, hora e local).

b)      Convidando alguém para um passeio ou excursão (com indicação do dia e hora da partida e do local aonde se vai).


É uma barbaridade o que a gente tem de lutar com as palavras, para obrigar as palavras a dizerem o que a gente quer.

(Mario Quintana)






PRODUÇÃO TEXTUAL (CRÔNICA)

Leia os primeiros parágrafos e continue a crônica:

_______________________________________________


Deu-se que Pedrinho estava jogando bola no jardim e, ao emendar a bola de bico por cima do travessão, a dita foi de contra uma vidraça e despedaçou tudo. Pedrinho botou a bola debaixo do braço e sumiu até a hora do jantar, com medo de ser espinafrado pelo pai.
Quando o pai chegou, perguntou à mulher quem quebrara o vidro e a mulher disse que foi Pedrinho, mas que o menino estava com medo de ser castigado, razão pela qual ela temia que a criança não confessasse o seu crime.

O pai chamou Pedrinho e perguntou:







O LOBO E CORDEIRO, DE ESOPO

O LOBO E O CORDEIRO


Certa vez, um lobo estava bebendo água num riacho. Um cordeirinho chegou e também começou a beber, um pouco mais para baixo.
O lobo arreganhou os dentes e disse ao cordeiro:
— Como é que você tem a ousadia de vir sujar a água que estou bebendo?
— Como sujar? — respondeu o cordeiro. — A água corre daí para cá, logo eu não posso estar sujando sua água.
— Não me responda! —tornou o lobo furioso. —Pois sei que você estragou todo o meu pasto — replicou o lobo sem perder o rebolado.
— Como é que posso ter estragado seu pasto, se nem dentes eu tenho? — respondeu o humilde cordeiro.
— Além disso — rosnou o lobo — fiquei sabendo que você andou falando mal de mim há um ano.
— Como poderia falar mal do senhor há um ano, se sequer completei um ano?
O lobo, não tendo mais como culpar o cordeiro, usou sua razão de animal esfomeado e não disse mais nada: pulou sobre o pescoço do pobre animalzinho e o devorou.

                                                                                                         (Esopo)



                                                                                      
       Moral da história: Contra a força não há argumentos.

Sobre o texto lido, responda:

1.       Quem são os personagens?

2.       Há um narrador que apresenta as personagens e informa ao leitor quem elas são? Que tipo de narrador foi escolhido para esse texto? Explique.

3.       Na fábula lida, que personagem representa:
a fragilidade física, a mansidão?
a força física?
a inteligência?
a brutalidade?
a capacidade de raciocinar e argumentar logicamente?
o comportamento de quem se sente “dono do mundo”?
a humanidade?
a arrogância?
a mentira e a injustiça?

4.       O gênero textual ao qual se enquadra o texto “O lobo e o cordeiro”, de Esopo é:
a)      Conto.
b)      Fábula.
c)       Crônica.
d)      Poema.

5.       Que expressões o cordeiro usa para referir-se diretamente ao lobo? O que esse tratamento demonstra?

6.       Pinte todos os verbos nas formas nominais.

7.       Complete o quadro:


Infinitivo
Gerúndio
Particípio

bebendo









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